Moro não garante retorno das 10 medidas contra a corrupção

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O juiz Sergio Moro disse que o novo governo não necessariamente vai reapresentar as dez medidas anticorrupção em projeto a ser enviado ao Congresso. Em breve entrevista coletiva, na qual se negou a responder à maioria das perguntas, ele ressaltou que o texto é prioridade, mas que ainda está sendo planejado e terá de ser debatido com os novos congressistas, que assumem em 2019. "É o momento propício para a apresentação de um projeto legislativo. As dez medidas que foram apresentadas pelo Ministério Público estão dentro desse radar. Algumas dessas propostas serão resgatadas; outras, talvez, agora não sejam tão pertinentes quanto foram no passado", declarou Moro. Indicado pelo presidente eleito, Jair Bolsonaro, para assumir o Ministério da Justiça, o magistrado não detalhou quais trechos do projeto antigo serão eventualmente suprimidos. "Certamente há coisas novas que devem ser inseridas. Mas não existe esse plano específico para que eu possa colocar para a população, para a sociedade, para uma discussão sólida", disse. As dez medidas contra a corrupção foram propostas ao Congresso por meio de um projeto de iniciativa popular, após campanha promovida pela força-tarefa da Lava Jato em Curitiba e vários outros setores da sociedade. Os deputados e senadores, muitos deles investigados, desfiguraram o texto, que acabou não sendo aprovado.

Fonte: Folha

Governadores tucanos declaram apoio a agenda de Bolsonaro

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O governador eleito João Doria (PSDB) e os governadores tucanos eleitos do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e Reinaldo Azambuja, do Mato Grosso do Sul, manifestaram apoio à agenda do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). A presença dos governadores não estava prevista na agenda, para anúncio do secretariado de Doria. Ao frisar que os três estados têm 59 milhões de habitantes e 37% do PIB, o novo governador paulista faz uma demonstração de força em relação a antigos caciques do PSDB, como Geraldo Alckmin e Tasso Jeiressatti. O discurso dos três governadores do PSDB é de que não se trata de adesão a Bolsonaro. "Não se trata de fazer adesão ao governo Bolsonaro, mas de fazer adesão ao Brasil e às boas práticas", disse Doria. "Não é neutralidade. Não seremos neutros. Vamos apoiar todas as iniciativas econômicas e institucionais que vierem ao encontro dos brasileiros, sobretudo os mais pobres e mais humildes." "Dependemos de agenda nacional que gere desenvolvimento econômico. Apoio de agenda nacional para reformas em torno da retomada de confiança de investidores", acrescentou Eduardo Leite. O governador Azambuja afirmou que o partido não está pensando em cargos neste momento. "É agenda Brasil, não precisa ter participação no governo. Precisa ter liberdade o presidente eleito para compor uma equipe técnica", afirmou.

Fonte: Folha

 

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