SAÚDE

Brasil aprova novo remédio para malário

img1

Sucesso News |

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o registro de um novo remédio para malária: a tafenoquina, fabricada pela farmacêutica GlaxoSmithKline (GSK). Trata-se de uma versão da primaquina, um princípio ativo utilizado há décadas contra a doença. “É a primeira vez em quase 70 anos que temos um novo medicamento contra a malária vivax [tipo mais comum no Brasil]”, declarou à imprensa o médico Dhélio Batista Pereira, pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), de Rondônia. Aliás, essa instituição brasileira participou dos estudos clínicos que comprovaram os benefícios da tafenoquina — entre eles, a maior facilidade no tratamento. Tomada em dose única, a droga age por um período superior a 20 dias, com alta chance de cura total. Isso ajuda na adesão. O esquema tradicional exige seguir um tratamento por até 14 dias. Como a pessoa começa a se sentir melhor durante esse período, tende a abandonar os remédios, o que aumenta o risco de recaída da doença. A tafenoquina foi aprovada nos Estados Unidos em julho de 2018 — o Brasil é o primeiro país com malária endêmica a autorizar sua distribuição.

Fonte: Saúde é Vital

Número de brasileiros com diabetes aumentou em dois anos

img1

Sucesso News |

Foi divulgado, em homenagem ao Dia Mundial do Diabetes (14 de novembro), a nona edição do Atlas de Diabetes. O documento, produzido a cada dois anos pela Federação Internacional de Diabetes (IDF, na sigla em inglês), mapeia a dimensão da doença em 138 países. Infelizmente, os resultados não são muito animadores, especialmente no Brasil. “A principal informação que o Atlas traz é um crescimento importante da doença, principalmente aqui”, comenta o endocrinologista Laércio Joel Franco, professor da Universidade de São Paulo (USP) que participou do comitê organizador do levantamento. A pesquisa calcula que, atualmente, 463 milhões de pessoas entre 20 e 79 anos no mundo possuem diabetes, 38 milhões a mais em comparação com 2017. O tipo 2 — versão muito associada a um estilo de vida não saudável — é responsável por quase 90% dos casos. Nesse ritmo, a IDF calcula que, em 2030, serão 578 milhões de diabéticos no mundo e, em 2045, 700 milhões. Franco lembra que essas estimativas se baseiam em indivíduos já diagnosticados. No entanto, há muita gente por aí com essa encrenca e nem sabe — em outras palavras, os números reais podem ser maiores. “A questão é que, sem diagnóstico, as pessoas não se cuidam. Futuramente, elas podem ter complicações graves”, alerta o endocrinologista. Para quem não sabe, o diabetes é caracterizado por níveis elevados de açúcar no sangue, e causa de infarto a amputações.

Fonte: Saúde é Vital