Remédio contra hepatite C é eficaz contra a chikungunya

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Uma pesquisa brasileira demonstrou em laboratório que o remédio sofosbuvir, usado e aprovado no combate à hepatite C crônica, também é eficiente no combate à chikungunya nas células humanas infectadas. O estudo foi feito pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e foi divulgado pela agência Fapesp. De acordo com uma das autoras, Rafaela Milan Bonotto, o remédio conseguiu eliminar o vírus sem danificar as células. Em janeiro de 2017, uma outra pesquisa mostrou que o sofosbuvir também pode agir sobre o vírus da zika. O autor do estudo na época, Thiago Moreno, disse ao Jornal Nacional que há uma semelhança entre as duas doenças: tanto o vírus da zika quando o da hepatite têm uma enzima chamada RNA polimerase. O remédio atua exatamente nessa enzima. A pesquisa divulgada nesta quinta-feira (8) foi feita sob orientação do professor Lucio Freitas-Junior. Em entrevista, ele disse que o vírus da zika tem semelhanças com o da chikungunya. Ele adianta que um outro desdobramento será publicado em breve para a atuação contra a febre amarela, outro vírus transmitido pelo mosquito Aedes aegypti e da mesma família de flavivírus. "Febre amarela e zika são relacionados, são parecidos geneticamente. A chikungunya menos, mas também tem semelhanças", disse.

Fonte: G1

Bactérias multirresistentes mataram 33 mil pessoas na Europa

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Mais de 33.000 europeus morrem a cada ano por infecções provocadas por bactérias que desenvolveram resistências a antibióticos. Esse impacto sobre a saúde da população já é semelhante ao somado pelas três principais doenças infecciosas: gripe, AIDS e tuberculose. Esta é uma das principais conclusões de uma ampla pesquisa do Centro Europeu para a Prevenção e o Controle de Doenças (ECDC, na sigla em inglês). O estudo, o maior feito até hoje por essa instituição, destaca que em 39% dos casos as bactérias envolvidas já são imunes aos antibióticos ditos “de última linha”, como as colistinas e as carbapenemas. Isto, segundo o ECDC, desenha um cenário “muito preocupante, porque esses antibióticos são os últimos tratamentos disponíveis”. “Quando já não são mais eficazes, fica extremamente difícil, e em muitos casos impossível, tratar essas infecções”, explica o organismo. O estudo sustenta que as causas dessas resistências são o mau uso dos antibióticos e as insuficientes medidas de controle e prevenção das infecções. A pesquisa se baseia em dados recolhidos ao longo de 2015 por uma grande rede de hospitais da União Europeia, além da Noruega e Islândia. Mediante estimativas matemáticas, os autores calculam que houve naquele ano 670.000 infecções causadas por bactérias multirresistentes, levando à morte de 33.110 pacientes. Essas estimativas levam em conta projeções sobre a população total dos países estudados e a mortalidade atribuída a cada uma das bactérias.

Fonte: El Pais

 

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